O que você precisa saber antes de sair correndo com sua cartela de cores pra cima e pra baixo?

Calma lá, antes que a Roupateca seja cancelada, este não é um texto anti-análise-de-coloração-pessoal. Na verdade, esse é justamente o oposto completo a isto. Se tem uma coisa que a gente curte por aqui, é encontrar novas maneiras de se conhecer mais, e entendemos a análise de cores justamente como uma ferramenta de autoconhecimento.

Então por que o título, Roupateca? Porque é oficial: nosso guarda-roupa compartilhado passa, a partir de agora, a contar com esse serviço e queremos garantir que sua experiência seja o mais leve e divertida possível com a novidade. Sem neura, combinado?Antes de qualquer coisa: você sabe como surgiu a análise de coloração pessoal?

Foto: Site Caos Arrumado

Senta que lá vem história (essa é das boas!). Johannes Itten foi um artista plástico suíço na escola Bauhaus que lecionou técnica de combinações harmoniosas de cores em seu currículo. Neste período, reparou que na hora de produzir, seus alunos escolhiam involuntariamente cores que estavam presentes em seus tons naturais. 

Opa, estava dada a largada para o que viria a ser a análise de cores (já reparou como a arte e a moda andam lado a lado, né?), mas seria apenas na década de 70 que algumas mulheres iriam se entusiasmar em aplicar esse estudo para roupas e acessórios. Essas primeiras consultoras de coloração dividiam as pessoas em 4 grupos utilizados até hoje: outono, inverno, verão e primavera.  

Agora que você já está craque no contexto, vamos aos fatos: a análise de coloração pessoal investiga a paleta que mais harmoniza e destaca o seu rosto. O que isso quer dizer na prática? Aquelas cores que te iluminam, te deixam com uma expressão descansada e de saúde, que reflete as cores que já participam da sua beleza natural. Já pensou se você fosse derretida e pudesse identificar as cores que fazem parte da sua composição? (provavelmente nunca tinha pensado, mas apostamos que agora vai 😉

É importante te dizer, que da década de 70 até aqui, muitos estudos foram feitos e técnicas aprimoradas. Hoje em dia consultoras de coloração pessoal possuem técnicas próprias e até mesmo algumas correntes que divergem em certos aspectos. Por aqui, utilizaremos (alerta de spoiler!) o método sazonal expandido a partir da técnica desenvolvida pela consultora de estilo Monica Boaventura, a Metodologia Domine, que a partir de 6 passos conduz um atendimento mais humano e desmistificado desde o primeiro contato c

om a cliente até o final!

Neste método, temos três principais quesitos de análise: as cores, o acabamento e o contraste. 

Está morrendo de curiosidade para descobrir qual é a sua? Já tem uma ideia de qual seja a partir do que você percebe que te valoriza, ou tem no armário? Nosso último passo são alguns conselhos de amiga para que esse processo seja o que deve de fato ser: mais sobre encontro consigo do que ‘pode’ ou ‘não pode’ usar. Anota aí nossas 5 dicas do que levar em consideração antes de sair com sua cartela de peça em peça no provador. 

1. Já dizia Thais Farage: análise de cor não é sobre bonito e feio, é sobre harmonia. Sabemos que o conceito de beleza é cultural, relativo e pode vir carregado de preconceitos e rótulos que tentamos romper. Pensar em harmonia é oooooutra coisa 😉

2. “Mas eu amo vermelho vivo e não tem nada parecido na minha cartela, o que eu faço?” Use vermelho vivo! Cartela não é prisão e a vida é curta demais para não usar o que você ama, concorda?

O que nos leva ao próximo ponto:

3. A análise de cores identifica como a luz bate no que você está vestindo e reflete no rosto. Portanto fará diferença na sua maquiagem, acessórios de cabelo, colares, brincos e etc. Pense em tudo aquilo que emoldura o seu rosto e aproveite para burlar as cores e acabamentos no sapato e em partes debaixo 😉

4. “Já vi que não vou usar isso no dia a dia…” Tem uma entrevista importante? Precisa parecer descansada ou de uma dose de confiança extra? Taí um momento de usar as cores da sua cartela a seu favor!

5. Cor é sim muito legal, mas você não é só cor. Existe uma personalidade aí dentro e ela pode querer dizer coisas opostas a ideia de equilíbrio representada por suas cores. E tudo bem. O que queremos que você perceba, é que quando esse processo todo for consciente, você tem muito mais ferramentas para se expressar no mundo através do vestir 😉

E aí, está ciente e quer continuar? Bateu mais vontade ainda agora que descobriu que cartela de cores é o contrário de prisão? Ufa! Porque a partir de fevereiro, a Roupateca libera este serviço para todas as suas assinantes 🙂 quer saber como fazer parte? Fale com a gente aqui.

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