#FavoritosRoupateca: Kimono

“Coisa de vestir”. É isso que significa kimono em japonês. 

Presente no cotidiano dos japoneses há mais de 2 mil anos, a ideia de kimono que foi inserida no estilo ocidental e faz parte das nossas rotinas atualmente, são inspirados em modelos criados por volta dos anos 800 – dá pra acreditar que a peça tenha sobrevivido a todos esses séculos? Pois é!

De onde vem os kimonos?

“Mas qual foi o diferencial desse tal de kimono?”

Com uma técnica onde o tecido era cortado em “linha reta”, para que os fabricantes dos kimonos não precisassem se preocupar com o tipo físico de quem iria vesti-los, os pedaços recortados eram costurados para que se criasse uma peça única (aquela forma de T que os kimonos costumam ter, sabe?). Essa técnica de confecção também facilitava a vida útil da peça. Além de ser facilmente dobrado, o kimono poderia ser adaptado para climas diferentes: seu material “respirável” funcionava bem em dias quentes, ao mesmo tempo que bastava acrescentar mais camadas na peça para os dias frios! E viva a versatilidade 😉

Na atualidade, o costume oriental para as mulheres é utilizar o kimono apenas em ocasiões especiais, então em casamentos ou festivais populares e tradicionais (chamados de “matsuris”). No caso dos homens, a utilização do kimono se tornou ainda mais rara.

Formato do kimono oriental

O nosso processo de encantamento e adesão de um kimono pode até ser mais rápido que isso, mas saiba que na tradição oriental, a forma com que o kimono era feito e até mesmo os materiais empregados, variavam a partir do propósito onde a peça seria empregada: “há nomeações distintas para diferentes representações da sabedoria, além daquela simbolizada pelos quimonos. por exemplo: mono é coisa, kokoro é mente e coração. loto é material. mas não é o espírito que faz mono com as mãos (um objeto artesanal, por exemplo), e sim a mente (que é cultivada pela mão que lida com mono (neste caso, a matéria prima). No caso de kasaya, ao juntar retalhos das vestes dos mestres, a mão cultiva a mente. “ (Livro “Leituras do corpo no Japão”, Christine Greiner)

Kimonos como aspecto cultural sim! Dá uma olhada:

A etiqueta de criação dos kimonos leva em consideração inúmeros aspectos: desde hierarquia, onde o uso depende da ocasião; até mesmo o sexo, o grau de parentesco ou estado civil da pessoa que está usando e como já comentamos, a estação do ano! Por exemplo, o yukata é um kimono leve de algodão estampado, típico de verão, que sobreviveu ao tempo e segue sendo super usado tanto por mulheres quanto por homens em festivais de verão.

Ufa! Aposto que usar um kimono agora ganhou um gosto a mais, né? No nosso acervo você encontra mil e uma possibilidades para encaixar essas peças históricas, práticas e versáteis na sua rotina! Vem com a gente <3

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