Descubra aqui de onde vem a roupa barata que você compra

Você já se perguntou de onde veio a blusinha que está usando agora mesmo? Sim, a história desta roupa que te dá até um orgulhozinho em dizer o preço, é muito mais antiga do que o seu encontro com ela na loja. Mas calma que a gente vai te contar bem rapidinho quais as consequências de comprar a roupa barata da fast-fashion todo mês.

Reparou que no último ano o interesse por consumir com mais consciência cresceu? Isso porque a necessidade de conter os gastos na pandemia levou os consumidores a repensares seus gastos e afirmarem seu desejo de optar por marcas mais sustentáveis. Ainda assim, também acompanhamos grandes marcas de roupas baterem recorde de vendas ao se adaptarem ao comércio online. O que queremos dizer com isso? As fast fashions seguem crescendo. 

sobre comprar roupa barata

Frase da colunista do site Slate, Elizabeth L. Cline: “Não paramos de fazer compras – longe disso. O consumo agora é executado no piloto automático na privacidade de nossas casas e no fundo de nossas vidas.”

“Mas Roupateca, o que tem de “errado” em comprar roupa barata da fast fashion, afinal de contas?

Bom, vamos entender primeiro o que é essa tal de “fast-fashion”: o termo apresenta um modelo de produção e consumo onde os produtos são fabricados, consumidos e descartados em um ritmo veloz. Para visualizar a cena, basta pensar naquela loja que você ama acompanhar e que está sempre lançando uma nova coleção – já percebeu? Isso porque este é o modelo produtivo que obteve o maior sucesso no setor da moda nas duas últimas décadas. 

E como vender roupas por preços baixos produzindo em alta velocidade pode ser lucrativo?

Se você está se fazendo essa pergunta, é porque chegamos juntas no x da questão. Para que você possa comprar roupa barata na fast-fashion, é necessário que em algum lugar alguém esteja recebendo uma quantia mínima por ela. Neste cenário, temos empresas têxteis pagando menos de 3 dólares por dia para que seus funcionários fabriquem as peças em condições precárias. 

Como geralmente estamos falando de funcionários imigrantes ou residentes de países subdesenvolvidos, em sua grande maioria não possuem registros em carteira de trabalho ou processos similares em seus países de origem. Já que não possuem vínculos empregatícios formais, em casos de acidentes ou problemas decorrentes do trabalho, não têm seus direitos trabalhistas garantidos por essas grandes marcas que conhecemos como fast fashion.

Se por um lado temos trabalhadores atuando em regime de semi-escravidão, do outro estamos falando ainda dos impactos decorrentes da degradação ambiental!

Sim, a roupa barata que que nós estamos comprando em fast fashions também ajuda a poluir o planeta.

Além dos problemas decorrentes da poluição da água, como comentamos com vocês aqui, também podemos falar da devastação do solo, no uso em excesso do plástico e ainda no consumo de energia elétrica que mantém funcionando as fábricas e máquinas nas maiorias dos países responsáveis pela produção das grandes fast fashions, como é o caso da China, Índia, Bangladesh e Vietnã.

Confira mais informações sobre os impactos ambientais produzidos pela indústria da moda no report do Modefica sobre Padrões de Consumo, Uso e Descarte de Roupas

Sabemos que só no Brasil, a indústria da moda produz em média 170 mil toneladas de resíduos de tecidos todos os anos. O mais chocante desses dados, é saber que muito desse material se torna inutilizável por contar com manejo inadequado, dá para acreditar?

Dá uma olhada no que a Roupateca faz com as peças do acervo que já estão no fim do ciclo de vida útil!

Já entendemos que a compra da roupa barata pode sair muito mais caro do que imaginamos, certo? Além disso, a baixa qualidade presente em grande parte das peças somada a falta de informações sobre preservação das mesmas, faz com que essas roupas durem muito pouco tempo. Ou ainda, nos causa aquela sensação já conhecida de que precisamos sempre mais. Mas esse papo a gente deixa pra próxima conversa…

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