Por que a Roupateca não celebra a semana do consumidor? Uma semana de consumo mais consciente

Crítica ao consumismo

Arte: Fubiz

A semana do consumidor começou com o dia da mulher, tá lembrada? Ela veio também rodeada de promoções, buquês e chocolates para que nós, mulheres, pudéssemos celebrar a data da “melhor-forma-possível”. Ninguém pensa em consumo consciente. E assim caminha o consumo tradicional dentre necessidades inventadas e aproveitamento certeiro das oportunidades, e o nosso sonho é um dia poder sizer que temos uma semana do consumo consciente.

“E vocês da Roupateca, por que não aderiram a semana do consumidor?

Em um momento de crise sem igual, é compreensível que pequenos negócios ou marcas independentes se utilizem de semanas como esta para promover e engajar mais sua rede. Afinal, bem sabemos a

dificuldade que é seguir em tempos tão incertos. Nossa crítica, de forma alguma, se direciona aos negócios que seguem firmes nas práticas de consumo consciente e na contramão das grandes indústrias, essas sim as tais “vilãs” – para quem precisa desse arquétipo para entender o nível do problema.

Durante um longo período, acompanhamos um padrão de objetificação feminina nas campanhas publicitárias, já que entendia-se que o dinheiro da casa era do homem e, portanto, era com o público m

Sacola Anti-consumo

Sacola anti consumo, dizeres não obrigado.

asculino que a publicidade deveria se comunicar. Sabemos que os tempos estão mudando (ufa!) e que já faz um tempo que podemos falar de recortes onde a mulher possui autonomia financeira, quando não é a única responsável pelas despesas do lar. 

A ideia da mulher como consumista não é novidade (quem nunca ouviu, ou foi alvo de alguma frase machista associando compras exageradas ao gênero feminino?). Pensar em uma mulher como consumidora, por ou

tro lado, envolve ir além do que a gente compra por uma compulsão emocional. Também estamos falando da notícia que lemos, o conteúdo que seguimos e por aí vai em outras inúmeras possibilidades que nos colocam em relação com o mundo. 

Conheça nossas dicas para pensar um consumo que não nos consome!

Nós mulheres vivemos agora cercadas de propagandas que nos ofertam o poder de uma escolha ainda limitada: investir em uma beleza imposta, em um padrão inatingível, em uma marca que explora trabalhadores. Nesse caso, escolher o consumo consciente é também um posicionamento. Afinal, não podemos aceitar sermos definidas apenas pelo que consumimos.

Por essas e outras, nossa semana do consumidor foi mais uma semana em que fizemos o possível por nossas assinantes. Sem promoções milagrosas que prometem salvar sua vida em tempo record – acreditamos mais no processo que alinhamos no dia a dia. Porque para além de um cartão de crédito, vemos pessoas que estão construindo conosco uma nova forma de olhar para o consumo, e que são muito, muito mais do que o que compram.

 

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